
Formados em computação enfrentam alta do desemprego nos EUA
Inteligência artificial e demissões em big techs criam cenário desafiador para recém-formados em ciência da computação nos Estados Unidos.
O mercado de trabalho para profissionais de tecnologia nos Estados Unidos está passando por uma transformação significativa, com formados em ciência da computação enfrentando taxas de desemprego alarmantes. Segundo dados do Federal Reserve de Nova York, jovens de 22 a 27 anos com diploma em ciência da computação apresentam taxa de desemprego de 6,1%, mais que o dobro de outras áreas como biologia e história da arte.
A disseminação de ferramentas de programação com inteligência artificial, que geram milhares de linhas de código em segundos, está reduzindo drasticamente a demanda por programadores iniciantes. Empresas como Amazon, Intel, Meta e Microsoft realizaram demissões massivas, eliminando muitas posições de entrada tradicionalmente destinadas a recém-formados.
Manasi Mishra, de 21 anos, formada pela Universidade Purdue, exemplifica essa realidade. Após um ano procurando emprego, ela se formou em maio sem nenhuma oferta de trabalho, relatando que apenas o restaurante Chipotle a chamou para entrevista. Seu vídeo no TikTok sobre a situação viralizou com mais de 147 mil visualizações.
Especialistas apontam que os recém-formados são os mais vulneráveis à automação, já que muitas funções básicas estão sendo eliminadas pelo uso de assistentes de programação com IA. Zach Taylor, de 25 anos, enviou 5.762 candidaturas desde que se formou em 2023, conseguindo apenas 13 entrevistas e nenhuma proposta de emprego.
O cenário representa uma mudança radical em relação à década passada, quando executivos prometiam salários iniciais acima de US$ 100 mil para formados em computação. Agora, universidades lutam para adaptar currículos e incluir IA, enquanto o setor público também reduziu contratações.
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