
Windows 11 ultrapassa 1 bilhão de usuários: O legado e os desafios pós-Windows 10
Marco Histórico: O Windows 11 ultrapassou a barreira de 1 bilhão de dispositivos ativos, confirmou a Microsoft. O Anúncio: O dado foi revelado pelo CEO Satya Nadella durante a conferência de resultados no final de janeiro de 2026. O "Elefante na Sala": Com o suporte do Windows 10 encerrado desde outubro de 2025, a migração acelera, mas milhões de PCs esbarram em limitações de hardware.
Apesar das reclamações recorrentes — que vão de bugs na interface à insistência da Microsoft em forçar contas online —, o Windows 11 acaba de entrar para um clube exclusivo no mundo do software: o dos sistemas com mais de 1 bilhão de usuários.
O número foi celebrado pelo CEO Satya Nadella durante a divulgação dos resultados fiscais do segundo trimestre de 2026, realizada em 28 de janeiro. Segundo reportagem do The Verge, o crescimento foi acelerado: o Windows 11 atingiu a marca em 1.576 dias. Para efeito de comparação, o Windows 10 levou cerca de 1.706 dias para alcançar o mesmo feito.
O paradoxo do suporte encerrado
O crescimento do Windows 11 não acontece no vácuo. Ele é impulsionado por um fator determinante: o fim da vida útil do seu antecessor.
O suporte oficial ao Windows 10 terminou em 14 de outubro de 2025. No entanto, meses após a data limite, o sistema continua onipresente, especialmente em ambientes corporativos e em máquinas domésticas mais antigas.
A barreira para a atualização total é física. Dados da Dell, que se tornaram referência no mercado, indicam que havia um contingente de aproximadamente 500 milhões de PCs tecnicamente incapazes de rodar o Windows 11 devido aos rigorosos requisitos de processador e TPM exigidos pela Microsoft.
Por que os números parecem não bater?
É comum encontrar discrepâncias entre os dados oficiais da Microsoft e relatórios de terceiros. Ferramentas como a StatCounter, por exemplo, baseiam-se em tráfego web, o que gera uma fotografia diferente da telemetria de "dispositivos ativos" que a Microsoft possui.
A leitura prática do cenário atual é: o Windows 11 se consolidou como o padrão, mas o Windows 10 não desapareceu. Ele deve permanecer "vivo" (e vulnerável, se não atualizado via ESU) por anos na infraestrutura global.
Promessa para 2026: Foco em "arrumar a casa"
A Microsoft sabe que atingir 1 bilhão de usuários não significa ter 1 bilhão de clientes satisfeitos. Internamente, a empresa reconhece a necessidade de polir o sistema.
Pavan Davuluri, presidente de Windows e Devices, sinalizou que a estratégia para 2026 envolve uma tática de "swarming" — times de engenharia concentrados especificamente em resolver falhas de desempenho e confiabilidade.
"O feedback está claro: precisamos melhorar o Windows de formas que sejam significativas para as pessoas." — Pavan Davuluri, em declaração ao The Verge.

Extended Security Updates (ESU): O plano de sobrevivência
Para quem não conseguiu (ou não quis) migrar, a Microsoft ativou o plano de contingência pago, conhecido como Extended Security Updates:
- Consumidores Domésticos: Podem comprar um ano extra de atualizações de segurança (até outubro de 2026), processo que exige vincular uma conta Microsoft.
- Empresas: O programa ESU funciona como uma ponte de até três anos, permitindo que departamentos de TI planejem a troca do parque de máquinas com mais calma.
Contexto Brasil: Por que a migração é mais lenta?
No mercado brasileiro, a notícia de que "o Windows 11 atingiu 1 bilhão de usuários em 2026" contrasta com a realidade de muitas PMEs e escolas. A migração aqui enfrenta dois obstáculos econômicos:
- Hardware Legado: Muitas empresas operam com a lógica de usar o equipamento "até não ligar mais". Como o Windows 11 exige chips mais modernos, o upgrade de software vira, obrigatoriamente, um custo de hardware.
- Fator Câmbio: Substituir desktops e notebooks é um investimento alto em reais.
Para muitos brasileiros, a combinação de Windows 10 + ESU (quando acessível) acaba sendo a única alternativa viável enquanto o orçamento não permite a compra de máquinas novas.
O veredito para o usuário
Este marco numérico prova a força da inércia: o Windows continua sendo o sistema operacional padrão do mundo, e o fim do suporte do Windows 10 empurrou o mercado para a frente.
O desafio da Microsoft para o restante de 2026 não é mais crescer a base, mas mantê-la. Se a empresa entregar as prometidas melhorias de estabilidade, o Windows 11 garante a próxima década. Caso contrário, corre o risco de ser lembrado como o sistema que os usuários foram obrigados a usar, e não aquele que escolheram.
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